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Altas habilidades – Desenvolvimento e evolução da inteligência

Vivemos em uma constante evolução, desde que o mundo é mundo e felizmente na natureza “acreditamos ser” entre todos os seres vivos os que possuem maior nível de inteligência e não há como mensurar a capacidade cognitiva de outros animais/seres, porém ao observarmos o Universo, percebemos uma inteligência toda ordenada em todas as coisas da Natureza.
Desde os primórdios o homem evoluiu em toda a sua forma de pensar, sentir e agir, através de suas ações, criações e também evoluiu nos aspectos físicos, especialmente em relação às transformações neurológicas.
Diante da necessidade de sobrevivência no meio, o homem desenvolveu os mais variados mecanismos de sobrevivência como o tipo de moradia, antigamente os homens buscavam proteção nas cavernas, atualmente constroem luxuosos arranha-céus. Segundo registros históricos a invenção da roda foi uma das mais importantes invenções para a criação dos primeiros meios de transporte, acredita se que antes disso, utilizavam-se trenós feitos com cascas de madeira para transportar materiais, atualmente desenvolvem-se carros movidos a energia, equipados com as mais variadas tecnologias que chegam a velocidades absurdas.
Vale destacar nesse texto a importância da informação e dos meios de comunicação para geração de toda essa nossa riqueza intelectual a partir das trocas de experiências e disseminação de ideias, no passado os primeiros meios de comunicação foram gestos, sons, sinais de fumaça, cartas, atualmente é impossível mensurar a quantidade de informações recebidas por uma única pessoa em um único dia, que recebe informações a partir de diversos meios, entre os mais modernos hoje podemos citar a internet disseminando conteúdo através das redes sociais, whatsapp, e-mails, sites e portais de notícias, aparelhos celulares a partir de mensagens do tipo SMS, ligações, além de outros meios eletrônicos como telejornais, rádio e ainda temos jornais e revistas impressos e informacões que recebemos dos nossos contatos, sejam eles virtuais ou pessoais.
Infelizmente não temos estudos que nos apontem essas mudanças cerebrais nessa linha do tempo de uma forma concreta relacionando com os avanços tecnológicos e acréscimo de estímulos, mas podemos perceber o impacto destas transformações no cotidiano, facilitando a nossa vida através das mais variadas invenções.
Cognitivamente esse excesso de estímulos gera uma necessidade de aumento dos pensamentos, consequentemente do raciocínio e de maneira geral de todas as funçoes cognitivas, de modo que possamos absorver, processar e armazenar muitas dessas informações recebidas e transformá-las em algo novo. Não é a toa que muito se ouve dizer que as crianças ja nascem sabendo muitas coisas relacionadas ao uso da tecnologia por exemplo, tal fato se deve também a curiosidade das crianças em aprender, sem receio de julgamentos ou medo de errar, diferentemente de adultos que se reservam diante de desafios ou do desconhecido.
Ao passo que estamos vivendo todas essas transformações em tão pouco tempo, percebe-se no contexto escolar a facilidade no aprendizado e a presença de dificuldades de atençao e concentração, ao realizar uma avaliação psicológica dessas crianças percebe-se um número mais elevado de crianças que possuem as funções cognitivas com níveis acima da média para sua faixa etária ou escolar, segundo as tabelas gerais dos testes psicométricos, o que antes era menos comum.
Mas o que explica esses índices então? Uma hipótese seria de que possa existir  uma defasagem em relação aos dados considerados padrões dos niveis de QI de alguns anos atrás para os níveis de QI atuais, segundo a maioria dos testes psicológicos, dados esses encontrados em crianças com a mesma faixa etária, ao passo que os estímulos, informações e a própria forma de ensino tem sofrido grandes transformações, forçando o aumento dos níveis de inteligência na população.  Temos percebido muitas crianças recebendo um diagnóstico de altas habilidades, ou inteligência muito acima da média, seja no senso comum ou nas áreas da saúde, especificamente na psicologia.
A conduta enquanto profissionais da área da saúde, da educação e também dos pais é perceber na subjetividade de cada criança quais as consequências no dia-a-dia, relacionando esse excesso de estímulos e inteligência e observando se a criança apresenta algum tipo de prejuízo em relação a concentração nas atividades propostas na escola ou na interação social, pois, devido a facilidade na aprendizagem muitas vezes as atividades se tornam chatas ou monótonas e a criança perde o interesse, nesses casos é importante investir em estratégias para o aumento da concentração e pensar em novas formas de ensino dessa geração de crianças com QI acima da média.
Diante de dúvidas em relação aos aspectos cognitivos dos filhos ou nos casos da criança ou adolescente apresentar prejuízos na escola, especificamente voltados às questões sociais e de interação com colegas e professores, falta de concentração, dificuldade em prestar atenção, peça uma Avaliação Psicológica dos aspectos cognitivos e de QI, e realize acompanhamento com profissionais capacitados. Alguns recursos como a identificação dos pontos fortes, autoconhecimento, o treinamento de Habilidades Sociais e técnicas da Terapia Cognitivo-comportamental, dentre elas o Mindfulness podem ajudar no sucesso escolar.
Blumenau, 14 de maio de 2018.
Psicóloga Livia Cristina Jagiello Mohr – CRP 12/14174

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